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Decoração: Jogar à sueca

O ‘designer’ sueco Markus Johansson aposta em criações esculturais que combinam "tecnologia, forma e função".

CARAS Decoração
23 de julho de 2014, 15:00

Com raízes na pequena vila de Hyssna, na Suécia, Markus Johansson começou a trabalhar na empresa da família, Albin i Hyssna, assim que terminou o liceu. Dois anos depois, decide estudar mobiliário e design de produto. Forma-se na The School of Design and Crafts (mais conhecida como HDK), em Gotemburgo, cidade onde, em 2011, abre o seu estúdio de design.
O que o levou a optar pela profissão de designer?

O meu pai é dono de uma empresa de móveis chamada Albin i Hyssna. Albin é o nome do meu trisavô que fundou a empresa em 1920. Quando acabei o liceu, não sabia o que fazer, então comecei a trabalhar na Albin i Hyssna, onde permaneci dois anos. Trabalhei com um arquiteto que, um dia, me perguntou por que não me tinha candidatado a nenhuma escola de design. A verdade é que naquela época não pensava  realmente sobre isso. Então, acabei por me inscrever na Fidu (2005 – 2006), uma escola de iniciação ao design, e frequentei a HDK (bacharelato, de 2006 a 2009, e mestrado, de 2009 a 2011). Depois abri a minha própria empresa.
Como descreveria a sua forma de trabalhar?
Cada projeto tem o seu próprio processo. Mas aquele que me é mais comum está ligado a perguntas, pesquisa de mercado, esboços, modelismo, construção de protótipos, etc. Ou seja, construímos três a quatro protótipos antes de chegar ao produto propriamente dito.
O que o inspira a criar?

Para mim, design serve para transmitir emoções que afetam a vida humana e para melhorar o nosso quotidiano. A minha inspiração chega-me de diferentes áreas, seres humanos e artefactos, através de vários testes, processos e estudos que me ajudam a procurar o verdadeiro caminho. A minha visão é combinar tecnologia, forma e função com o objetivo de enriquecer o dia-a-dia, dar-lhe mais conteúdo. A consciência ambiental é obviamente importante, mas não pode impedir a criatividade. Procuro criar produtos com novas formas e valor duradouro. E isso é o que realmente me inspira!
Como seleciona os materiais para os seus projetos?

Depois de me formar, tentei desenvolver peças de materiais diferentes apenas para aprender como se comportavam. Quando estou a experimentar um novo produto, presumo que, seja pelo próprio material ou pela forma, esta pode, por vezes, determinar o material. Isso é completamente diferente! Mas quando estou a trabalhar para uma empresa, tenho que me cingir aos seus processos e materiais!
Qual é a importância da cor no desi­gn?

Muito importante! Sem cor não há produto.
Qual é o seu melhor produto?

Creio que é o Nest. Fiz um curso de mobiliário em que tinha de criar um produto lúdico. Não tinha qualquer ideia-base, por isso desenhei em todas as direções. Honestamente, foi um pouco um sonho! Lembro-me de que uma noite trabalhei arduamente e quando acordei tinha uma ideia muito mais clara de como 'tecer' as varas. O Nest nasceu primeiro como uma cesta com chassis de aço, até eu perceber que as varas podiam chegar ao chão, o que melhorava imediatamente a sua forma. A partir daí foi trabalhar para obter a máxima estabilidade e encontrar os métodos de produção adequados!
Próximos projetos...

Lançamento de novos produtos, alguns já exibidos no Salone Satellite, no Salão do Móvel de Milão 2014.

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