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Manhã de terror em Bruxelas

Duas explosões no aeroporto de Bruxelas e uma numa estação de metro provocaram até ao momento 26 mortos já confirmados

Lusa
22 de março de 2016, 11:28

Pelo menos 26 pessoas morreram hoje nas explosões em Bruxelas, de acordo com um balanço provisório dos bombeiros locais à agência noticiosa France Presse (AFP).

As explosões registadas esta manhã, em Bruxelas, no aeroporto internacional e numa estação de metro, causaram pelo menos 26 mortos, indicou um porta-voz dos bombeiros da capital belga, pouco antes das 11:00.

No aeroporto de Zaventem foram contados "11 mortos" e "um dezena" na estação de metropolitano de Maalbeek, "onde se registou uma explosão muito forte", disse a mesma fonte.

Um português que estava num edifício por cima da estação de Maalbeek, conta à Lusa que foi à janela quando ouviu o estrondo e viu "pessoas ensanguentadas a sair do metro" e conta que a primeira ajuda veio dos empregados de um hotel.

"Estava no edifício quando ouvi a explosão e fui à janela. Primeiro vi só fumo, mas depois começaram a sair do metro pessoas cheias de sangue", conta à Lusa Eduardo Oliveira, funcionário da Comissão Europeia.

"A primeira assistência que foi dada veio de empregados do hotel, que vieram a correr com carrinhos de toalhas, logo depois veio a polícia e só no fim os serviços de socorro", acrescenta, relatando um cenário caótico.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, já lamentou os "numerosos mortos e feridos, alguns gravemente", nos "ataques cegos, violentos e cobardes" desta manhã em Bruxelas.

"Receávamos um atentado e ele aconteceu", disse à imprensa, apelando aos habitantes de Bruxelas para que permaneçam calmos.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, também já salientou que a Europa está "em guerra" e que para enfrentar a atual ameaça terrorista é necessária a mobilização de todos.

"Estamos em guerra. A Europa sofre desde há varios meses atos de guerra. E perante esta guerra é necessária uma mobilização de todas as instâncias", disse Valls no final de uma reunião do gabinete de crise no Eliseu.

O encontro realizou-se na sequência dos atentados no aeroporto e numa estação de metro em Bruxelas que provocaram pelo menos 21 mortos e dezenas de feridos.
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