Nas Bancas

1.jpg

Getty Images

Filipinas: Tufão Haiyan causou mais de 10 mil mortes só no centro do arquipélago

Estes números contabilizam apenas as vítimas da província de Leyte. As autoridades ainda estão a fazer o levantamento dos mortos nas outras zonas afetadas.

Lusa
10 de novembro de 2013, 13:49

O super tufão Haiyan, que sexta-feira atingiu o centro do arquipélago das Filipinas poderá ter provocado 10 mil mortos apenas na ilha de Leyte, anunciou hoje a polícia regional.
"Tivemos uma reunião ontem à noite com o governador e com base nas estimativas do Governo, para já, existem cerca de 10.000 vítimas (mortos)", disse Elmer Soria, chefe da polícia regional aos jornalistas presentes em Tacloban, a capital devastada da província de Leyte.
O número de vítimas da tempestade que registou ventos médios de 235 quilómetros por hora e com rajadas a subirem até aos 315 quilómetros por hora é, no entanto, ainda muito provisório dado que as equipas de socorro estão agora mais concentradas em Leyte e não há ainda dados fiáveis doutras zonas da região, apesar da maioria das vítimas poder estar concentrada nesta região do centro das Filipinas.
Pentágono envia ajuda às Filipinas devido à destruição do tufão Haiyan
O Pentágono anunciou sábado que vai disponibilizar ajuda às Filipinas com meios navais e aéreos para fazer face a necessidades após a passagem do super tufão Haiyan.
O comunicado do Secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, surgiu ainda quando o número de vítimas mortais estava estimado em 1.200 pessoas e já nessa altura os norte-americanos garantiam disponibilizarem helicópteros, aviões e equipamentos de busca e salvamento marítimo a pedido das autoridades das Filipinas.
"O Secretário Hegel deu instruções ao Comando do Pacífico para que apoiem a ação humanitária norte-americana nas Filipinas após a passagem do tufão Haiyan", refere a nota.
Colômbia solidária com Filipinas e disponibiliza ajuda
O Governo da Colômbia expressou hoje a sua solidariedade e ofereceu ajuda às autoridades e população das Filipinas devido à trágica passagem do tufão Haiyan que terá provocado mais de 10.000 mortos no centro do arquipélago.
Em comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia enviou condolências ao povo filipino e disse estar atento à cooperação que possa prestar o seu país "para que seja superado o mais depressa possível o estado de emergência" que as Filipinas vivem.
"Expressamos ao Governo e povo das Filipinas, e em especial às populações afetadas por este fenómeno natural, a nossa solidariedade pelas vidas humanas perdidas, pelos milhares de deslocados e pelos danos materiais causados" pela tempestade, diz a nota.
Mais de 300 mortos e 2.000 desaparecidos na ilha de Samar, perto de Leyte
Mais de 300 pessoas morreram e outras 2.000 estão dadas como desaparecidas na ilha filipina de Samar, revelou hoje um responsável local.
Leo Dacaynos, membro das equipas de socorro da ilha, explicou à rádio DZBB que 300 pessoas foram já confirmadas mortas em Basey, uma pequena cidade de Samar.
O mesmo responsável acrescentou que quase 2.000 outras pessoas estão desaparecidas em Basey e noutras cidades e vilas da ilha.
Bruxelas e Reino Unido libertam fundos de apoio às vítimas do tufão Haiyan
A Comissão Europeia e o Governo britâncio anunciaram hoje que vão libertar três milhões de euros e 5,9 milhões de euros, respetivamente, para ajudar as Filipas depois das 500 mil vítimas e devastação causadas pelo tufão Haiyan.
Os fundos da Comissão Europeia "irão cobrir as necessidades mais urgentes nas zonas mais afetadas" pelo tufão, no centro do arquipélago, disse a Comissão Europeia em comunicado.
As autoridades filipinas contabilizam agora mais de 10.000 mortos e 2.000 desaparecidos na catástrofe.
Papa pede orações e "ajuda concreta" para as vítimas de tufão nas Filipinas
O papa Francisco pediu hoje aos católicos que rezem, mas também que enviem uma "ajuda concreta" às centenas de milhares de vítimas do tufão que se abateu sobre as Filipinas.
Francisco, que tinha já publicano no sábado um tweet de solidariedade para com as vítimas, fez rezar em silêncio os mais de 60 mil fiéis que assistiram na praça de São Pedro à oração do Ângelus.
A violenta tempestade poderá ter feito mais de 10 mil mortos e mais de dois mil desaparecidos no país mais católico da Ásia.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras