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Milhares de pessoas manifestam-se em todo o país

De Lisboa a Viseu, do Porto a Santarém, muitos milhares de pessoas saíram hoje à rua para se juntarem à manifestação 'Que se lixe a 'troika'".

Lusa
2 de março de 2013, 18:41

Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quemmais ordena", as manifestações,  que contam com o apoio daCGTP, coincidem com a presença da delegação da  'troika'(Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo MonetárioInternacional)  em Lisboa, para fazer a sétima avaliação domemorando de entendimento.

As manifestações foram antecedidas por diversosprotestos, junto de  governantes, quase sempre ao som de"Grândola, Vila Morena".

O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo  destacou hoje o significado deuma das "maiores manifestações da democracia",  afirmando queé um sinal claro que a "troika e o Governo estão a mais  no país"

"É preciso mudar de política, é preciso condenar esta políticae dizer  ao Governo que tem de ser demitir. Esta já está a seruma das maiores manifestações  da democracia portuguesa e é umsinal claro de que a `troika e o Governo  estão a mais nopaís", afirmou.

João Semedo integrou a manifestação de Lisboa, coma também coordenadora  do BE Catarina Martins, junto do Marquês de Pombal, ondeestavam também  os ex-dirigentes bloquistas José Manuel Pureza, Fernando Rosas e Francisco  Louçã.
Sem querer fazer qualquer declaração, Francisco Louçã repetiuapenas  a palavra de ordem que se ouvia "está na hora de o Governo se ir embora".

Para Catarina Martins, "o mar de gente" que se juntou hoje à manifestação de Lisboa "não se vai calar nem resignar" e está a dizer "que o Governo  já não tem legitimidade e que o Governotem de se demitir".
O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para hojemanifestações  em mais de 40 cidades, em Portugal e noestrangeiro, para pedir o fim das  políticas deausteridade.

LISBOA

A cabeça da manifestação "Que se lixe a 'troika'"chegou ao Terreiro do Paço, em Lisboa, cerca das 16:40, a uma praçapraticamente vazia, depois de um percurso bastante silencioso, quecomeçou no Marquês de Pombal.

"Isto, para mim, parece mais um cemitério", diz à agênciaLusa Silvestre, um reformado, que, na Rua do Ouro,distribuía aos manifestantes uma crónica sua, fotocopiada num papelA5, em que perguntava: "Andaremos todos a dormir?"

Este antigo pescador e trabalhador na marinhamercante diz não acreditar "que isto vá lá com manifestações ou mesmo greves",defendendo que é preciso "uma mudança radical, uma espécie qualquer de revolução".
PORTO

Milhares de pessoas, desde crianças a idosos, estiveram hoje reunidas em protesto na Praça da Batalha, no Porto,onde cerca  das 16:00 se pôde ouvir o grito "Que se lixe a'troika', o povo é quem mais  ordena".
AVEIRO

Mais de mil pessoas juntaram-se hoje, em Aveiro, àmanifestação "Que se lixe a 'troika', o povo é quem maisordena".

Entre os cartazes com palavras de ordem contra oGoverno e contra a 'troika', destacava-se uma vassoura empunhadapor um dos manifestantes.

"Simbolicamente, trago uma vassoura, porque este país precisa éde ser varrido, de ser limpo. Quando temos lixo em casa, varremo-lopara o contentor e o país, neste momento, tem lixo agovernar-nos", disse à Lusa Celso Assunção, de 57 anos.
CASTELO BRANCO

Cerca de setecentas pessoas estiveram hojeconcentradas, às 16:30, em frente à Câmara de Castelo Branco, namanifestação "Que se lixe a 'troika', o povo é quem maisordena".

Empunhando cartazes com palavras de ordem contra oGoverno, cravos e ao som de Grândola, Vila Morena", de José Afonso,uma das senhas de Abril de 1974, os manifestantes vão dandocolorido ao protesto.

Na Covilhã, às 15:30, várias centenas de pessoastambém aderiam ao movimento e estavam reunidas em frente à CâmaraMunicipal, com alguns discursos contra a política do Governo.
LEIRIA

Centenas de pessoas protestaram hoje no centro dacidade de Leiria e algumas delas exibem cartazes com palavras deordem sobretudo dirigidas ao primeiro-ministro, Passos Coelho, e ao ministro Adjunto e dosAssuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

"Esta é uma marcha de indignação perante despedimentos,desaparecimento de freguesias e centros de saúde, contra impostosdisfarçados e a privatização de bens que são de todos e aindacontra a degradação da qualidade de vida e emigração forçada",disse um dos elementos da organização de Leiria do movimento "Quese lixe a 'troika'".

Por isso, sublinhou, "está na altura de dizer um grande basta", antes de abriras inscrições para as intervenções de outros manifestantes.
VISEU

Cerca de seiscentas pessoas saíram às 16:30 de hojedo largo de Santa Cristina, em Viseu, para um desfile pela cidade,gritando "FMI fora daqui" ou "A rua é nossa".

Levando na frente uma faixa preta com a inscrição"O Povo é quem mais ordena", os manifestantes subiram a ruaAlexandre Lobo em direção à rua Formosa, onde vão ficarconcentrados.

Nas mãos, levavam cartazes com inscrições como"Estou à rasquinha para trabalhar" e "É melhor ter carne de cavalonas lasanhas do que burros no Governo".
GUARDA

Cerca de duzentas pessoas estiveram concentradashoje, às 16:00, na Praça Velha, no centro da cidade da Guarda, paraparticiparem na manifestação "Que se lixe a 'troika', o povo é quemais ordena".

Alguns dos manifestantes exibem cartazes, nos quaisse podem ler: "Eles comem tudo", "Ouçam-nos", "O povo vencidojamais será unido", "Adeus pátria, família".

Entre os manifestantes estão vários professores,funcionários públicos, muitos jovens, reformados e dirigentessindicais.
SANTARÉM

Cerca de 200 pessoas estiveram hoje concentradas,às 15:45, junto ao Centro de Emprego de Santarém, para participaremna manifestação "Que se lixe a 'troika', o povo é que maisordena".

O início da manifestação foi marcado simbolicamentepara o Centro de Emprego, em "protesto pelos elevados índices de desemprego no país e, emparticular, no distrito e no concelho de Santarém", disse àLusa Diogo Gaivoto, do movimento "Que se lixe a'troika'".

O protesto prosseguirá agora até à estátua deSalgueiro Maia, local no qual se prevê que os manifestantes cantem"Grândola, Vila Morena", de José Afonso, uma das senhas darevolução de Abril de 1974. Continuará depois até ao largo doSeminário, no centro da cidade.

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