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Manuel Mendonça e Filomena Teixeira, pais de Rui Pedro

Manuel Mendonça e Filomena Teixeira, pais de Rui Pedro

Joaquim Norte de Sousa

Caso Rui Pedro: Leitura do acórdão realiza-se esta quarta-feira

Três meses depois do início do julgamento de Afonso Dias, acusado do rapto de Rui Pedro dia 4 de março de 1998, o coletivo de juízes dá a conhecer esta quarta-feira o veredito.

Joana Brandão
22 de fevereiro de 2012, 12:11

A leitura do acórdão está marcada para esta quarta-feira, às 14h00, no Tribunal de Lousada. Três meses depois do início do julgamento que colocou no banco dos réus Afonso Dias, o principal suspeito do rapto de Rui Pedro, chega finalmente ao fim mais uma etapa na busca de Filomena Teixeira e Manuel Mendonça pelo filho.
Recorde-se que nas alegações finais, a Procurada do Ministério Público, Elina Cardoso, pediu seis a sete anos de prisão para Afonso Dias por ter “a certeza de que o arguido consumou o crime [de rapto]”: "Provou-se que o arguido raptou Rui Pedro, levando-o a Lustosa contra a vontade dos pais do menor. (…) Avaliei a prova e cheguei à conclusão que o arguido é autor dos factos aqui julgados. Peço justiça e humanidade para a resolução do caso. No final deste processo fica a mágoa e angústia por não se descobrir o que aconteceu ao Pedro. O Ministério Público pede justiça e espera que esta seja feita.”
O advogada da família de Rui Pedro, Ricardo Sá Fernandes, concordou com a pena pedida e defendeu: Queremos que o arguido seja condenado, mas se ele não falar vamos continuar a procurar o Rui Pedro. É justo que seja condenado, mas a nossa luta só terminará no dia em que descobrirmos o que aconteceu naquele dia."
Sobre o permanente silêncio do arguido, e depois dos vários apelos a que contasse a verdade, Ricardo Sá Fernandes considerou que "o silêncio de Afonso Dias faz-nos pensar no pior. A única explicação que encontro para ele continuar sem falar é a de que está a esconder algo pior do que está aqui em causa."
Já o advogado de defesa, Paulo Gomes, alegou que "não vai ser possível dar como provado que foi Afonso Dias que levou Rui Pedro até Alcina Dias”, e por isso acredita na absolvição do seu cliente.
Independentemente do resultado deste julgamento, e do futuro de Afonso Dias, o sofrimento de Filomena Teixeira e Manuel Mendonça não termina enquanto não for encontrado Rui Pedro. Com cada vez menos esperança de ouvir o arguido contar a verdade, Manuel Mendonça deixa o apelo: "Ele sabe que nós, os pais, estamos há 13 anos à procura do nosso filho. Se ele nos quiser dizer alguma coisa que pegue numa folha e escreva onde é que está o Pedro que nós vamos lá buscá-lo."
A CARAS vai acompanhar a leitura do acórdão. Acompanhe o desfecho deste julgamento aqui.
 

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